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08-06-26 | Notícias

Professor destaca que conhecimento do biomédico é decisivo para o avanço da ressonância magnética

As inovações tecnológicas que transformam a ressonância magnética foram tema da palestra ministrada pelo biomédico Edson Marcos Oliveira durante o Biomedicina in Santos, neste sábado (6), no Santos Convention Center. Professor da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) e vice-coordenador da pós-graduação da instituição, o especialista defendeu que, apesar dos avanços dos equipamentos, o diferencial para um diagnóstico de excelência continua sendo a qualificação do profissional.

O docente apresentou recursos modernos de aquisição e processamento de imagens, mas fez questão de reforçar que a tecnologia, por si só, não garante resultados de qualidade. Utilizando a metáfora “não é o caça, é o piloto”, o palestrante destacou que o sucesso de um exame depende diretamente da capacidade técnica e da experiência de quem opera o equipamento.

“A gente pode ter um equipamento incrível, mas não pode permitir ser substituído”, afirmou. Segundo ele, o biomédico precisa dominar os fundamentos físicos que sustentam a formação das imagens, compreendendo fenômenos como o comportamento das moléculas de água nos tecidos e a permeabilidade vascular para interpretar corretamente alterações patológicas e diferenciar estruturas normais de possíveis lesões.

Outro aspecto abordado foi a importância dos protocolos avançados para a detecção precoce de doenças, especialmente do câncer. De acordo com Oliveira, a evolução tecnológica permitiu desenvolver sequências capazes de identificar alterações em estágios cada vez mais iniciais, aumentando significativamente as chances de sucesso terapêutico.

O professor também compartilhou experiências da prática clínica para demonstrar que a atuação do biomédico vai além da execução automática de protocolos. Um dos exemplos citados envolveu uma criança de 12 anos com uma extensa lesão tumoral que não poderia ser submetida à sedação. Diante da complexidade do caso, foi necessário adaptar posicionamentos, utilizar bobinas flexíveis e criar uma estratégia inédita para garantir a realização do exame.

“Adaptei todo um novo protocolo que não existia na máquina”, relatou. Para ele, situações como essa evidenciam a necessidade de criatividade, raciocínio clínico e capacidade de tomada de decisão por parte dos profissionais que atuam na área.

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