Notícias

07-06-26 | Notícias

Novas Diretrizes Curriculares projetam a Biomedicina para os desafios futuros

 

A construção das novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) da Biomedicina foi tema de um dos painéis do terceiro dia do Biomedicina in Santos, realizado neste sábado (6), no Santos Convention Center. O debate reuniu os professores Daniel Reynaldo, Eric Diego Barioni e a presidente da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino, Elizabeth Guedes, que discutiram os caminhos para adequar a formação dos futuros biomédicos às transformações tecnológicas, científicas e sociais das próximas décadas.

Representante o Conselho Nacional de Educação (CNE), Elizabeth defendeu que a atualização das diretrizes deve ser encarada como um movimento de futuro, mudança e esperança. Segundo ela, as atuais DCNs, publicadas em 2003, já não dialogam com a realidade da saúde contemporânea nem com os desafios que se desenham para os próximos anos.

Para a educadora, a biomedicina assumiu um papel protagonista em áreas como inteligência artificial, genômica, diagnóstico molecular e medicina de precisão, exigindo uma formação alinhada a essas novas competências. “A biomedicina virou de verdade uma medicina da biologia humana. Nenhuma profissão está olhando e precisa olhar tanto para o futuro quanto vocês”, afirmou.

Em sua avaliação, as discussões sobre a educação superior precisam superar debates considerados ultrapassados e concentrar esforços na construção de currículos capazes de formar profissionais preparados para um cenário em constante transformação. “As DCNs de 2003 não conversam com 2030, nem com 2040, nem com 2050. A nova era chegou, e com ela tem que chegar as DCNs da Biomedicina”, acrescentou.

Elizabeth também ressaltou a necessidade de um modelo de ensino baseado no desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes, capaz de preparar profissionais para lidar com tecnologias emergentes e novas formas de aprendizado. Para ela, o papel do professor passa a ser ainda mais complexo diante da diversidade de perfis dos estudantes e das rápidas mudanças no mundo do trabalho.

Construção coletiva
O professor e conselheiro do CRBM1, Eric Diego Barioni, apresentou o trabalho de construção coletiva das novas diretrizes, elaborado a partir da participação de docentes, coordenadores de cursos e representantes da categoria. Ele explicou que a proposta foi encaminhada ao Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), em fevereiro deste ano, e que agora entra em uma nova etapa de diálogo com o CNE. Barioni também destacou a criação da Associação Brasileira de Educação em Biomedicina (ABEB), entidade que pretende apoiar a implementação das futuras diretrizes e contribuir para a qualificação dos cursos em todo o País.

Já o presidente do CRBM-7 e educador, Dr. Daniel Reynaldo, enfatizou que a atualização curricular representa uma das ações mais importantes para a valorização da profissão. Segundo ele, o perfil de biomédico exigido pela sociedade atualmente é muito diferente daquele projetado há mais de duas décadas. “O que a gente precisa entregar para a sociedade é muito diferente daquele profissional que formávamos no início dos anos 2000”, afirmou.

O professor entende que as novas diretrizes devem ser pensadas não para o presente, mas para a Biomedicina da próxima década, fortalecendo a identidade da profissão e preparando os futuros profissionais para um mercado cada vez mais tecnológico e interdisciplinar.

Compartilhe nas Redes

newsletter

Faça parte do nosso mailing e receba novidades via email

    O CRBM1 utiliza os dados enviados por você para enviar novidades. Ao assinar a Newsletter você permite o tratamento destes dados.

    Saiba mais em AVISO DE PRIVACIDADE