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ATUALIDADES

LABORATÓRIOS LANÇAM MOVIMENTO EM BRASÍLIA

Representantes de várias entidades mostraram as dificuldades por que passa o setor à Frente Parlamentar de Saúde.

s principais lideranças no segmento dos laboratórios privados participaram no último dia 10 de abril, na Câmara dos Deputados, no Distrito Federal, de reunião de debates e reivindicação, com o apoio da Frente Parlamentar de Saúde.
No Plenário 7 do Anexo II, representantes de várias entidades do setor laboratorial apresentaram aos deputados e senadores que integram a FPS um panorama do que vem ocorrendo no segmento, demonstrando a insatisfação que alcança os laboratórios privados do País, bem como os riscos da continuidade da prestação de serviços nas condições atuais e a necessidade de respaldo da Frente para que o setor retome o processo de recuperação.

Existem atualmente 20 mil laboratórios privados no País, compostos por uma força de trabalho formada por 200 mil profissionais e por mais de um milhão de empregos indiretos.

A exposição ao presidente da FPS, Rafael Guerra, e aos demais parlamentares foi feita por Ulisses Tuma, presidente da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC); Wilson Scolnik, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC); Humberto Marques Tibúrcio, presidente do Sindicato dos Laboratórios de Minas Gerais (SindLab MG); Marcelo Abissamra Issas, secretário-geral do Conselho Regional de Biomedicina - 1ª Região (CRBM-1); Tércio Góes, presidente do SindLab SC e Jaudo Soares, presidente do Conselho Federal de Farmácia.

Os principais temas da apresentação foram: a atual tabela do SUS e sua necessidade de reformulação e revisão (12 anos de defasagem); o setor tributário, a lei das microempresas (Super Simples); e a legislação e atuação das agências reguladoras.

Após a reunião, integrantes da Frente Parlamentar de Saúde estiveram com o ministro da Saúde, José Carlos Temporão, oportunidade em que fizeram a entrega dos documentos elaborados pelos representantes dos laboratórios privados. Temporão agendou reunião com setor para a primeira quinzena de maio, quando os temas estarão novamente em discussão desta vez no Ministério da Saúde..

FRENTE PARLAMENTAR CONDENA REDUÇÃO DE GASTOS NA SAÚDE

ntegrantes da Frente Nacional de Saúde criticaram o cálculo de gastos com saneamento básico, com o programa de alimentação básica — incorporado ao Bolsa Família — e com os inativos da Saúde, como gastos vinculados a essa área. A proposta integra o documento assinado por 24 governadores, entregue ao presidente da República.

O presidente da Frente Parlamentar de Saúde, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), disse que a mudança vai reduzir os investimentos em Saúde. Para ele, sob essa rubrica devem estar apenas os gastos administrados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, que participou da reunião, garantiu que vai colocar em votação ainda neste ano o Projeto de Lei Complementar 1/03, que regulamenta a Emenda Constitucional 29, impedindo a ampliação do leque de gastos que podem ser contabilizados na área de saúde, como querem os governadores. A Emenda 29 vinculou recursos federais, estaduais e municipais para a área de saúde.

Guerra afirmou que saneamento de água e esgoto “beneficia a saúde, mas nunca foi do financiamento de saúde”. Para ele, a situação é a mesma em relação a programas de alimentação, de moradia e de incentivo a práticas esportivas. “Eu concordaria que uns R$ 300 milhões dos R$ 8,6 bilhões do Bolsa Família fossem colocados nos orçamento da Saúde. Não pegar, de um orçamento de R$ 40 bilhões, e descontar 8,6 bilhões do Bolsa Família”, disse.

ACORDO — Chinaglia informou que a inclusão do projeto na pauta depende da construção de acordo com todas as partes interessadas, “especialmente o governo”. Alceni Guerra (PFL-RR), ministro da Saúde na época em que foi criado o SUS, afirmou que as leis que sustentam o sistema foram produzidas após exaustivas discussões na Câmara. “O consenso tem que ser produzido aqui”, afirmou, ao defender a mesma lógica na regulamentação da Emenda 29
José Linhares (PP-CE) acusou o governo de desviar dinheiro da Saúde para o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). “A Saúde não está na agenda do governo”, lamentou.

(Fonte: Agência Câmara)