
Wilson de Almeida Siqueira

"Superamos desafios, alcançamos parte substancial de nossos objetivos, ganhamos a confiança dos profissionais biomédicos e agora esperamos que todos estejam cada vez mais conscientes do importante papel que ocupam na área da saúde e no seio da sociedade"
Marco Antonio Abrahão, presidente do CRBMRestando ainda cerca de quatro meses para a conclusão do período 2003/2007 da atual gestão administrativa Marco Antonio Abrahão, o Conselho Regional de Biomedicina 1ª Região atinge um momento importante: as principais metas anteriormente projetadas já foram atingidas, a fase de consolidação da instituição foi ultrapassada e a Biomedicina é a beneficiada, da mesma forma que os profissionais que compõem a categoria. Esse estágio não significa que todos os objetivos tenham sido alcançados. Ao contrário, muito ainda há para ser conquistado. Essa conquista, porém, depende ainda de muita luta e unidade dos profissionais biomédicos em torno desses objetivos.
"Superamos desafios, alcançamos parte substancial de nossos objetivos, ganhamos a confiança dos profissionais biomédicos e agora esperamos que todos estejam cada vez mais conscientes do importante papel que ocupam na área da saúde e no seio da sociedade", considera o presidente do CRBM, Marco Antonio Abrahão.
O apoio e o respaldo à construção de um sindicato para os biomédicos, visando a defesa dos interesses trabalhistas de cada profissional; a ajuda na reestruturação das associações paulista e brasileira da categoria; o fortalecimento de ambas na ampliação de sua área de atuação na reciclagem profissional; e a seqüência de luta pela criação do cargo e da carreira nas Forças Armadas, na Anvisa e nas Prefeituras tiveram destaque nos últimos anos, como também as efetivas realizações do CRBM no combate à discriminação representada pela não inclusão do biomédico em concursos públicos nas esferas federal, estadual e municipal; o combate ao Ato Médico; e a busca de maior qualidade no ensino superior com o conseqüente impedimento da redução da carga horária mínima nos cursos de Biomedicina.
O trabalho ao longo dos anos não foi pequeno. Se a missão inicial, no final da década de 80, foi criar o CRBM após a regulamentação da profissão na década de 70, depois veio o período de organização dos órgãos, da busca de experiência, da montagem da estrutura, da luta por recursos. Só mais recentemente, mais bem estruturado, o CRBM começou a crescer e a se fortalecer.
Hoje, plenamente organizado, é respeitado pelos demais conselhos e pela sociedade em geral, gozando de absoluta credibilidade. E, como defensor das causas e dos interesses dos biomédicos, o CRBM conquistou, com seu trabalho competente, espaço importante em seleto grupo de instituições profissionais de destaque da área de saúde.
NOVOS DESAFIOS - Agora, estruturado, com sua situação amplamente consolidada, o CRBM parte para os novos desafios. Do projeto de ações futuras faz parte, prioritariamente, a construção de uma nova sede própria que possa abrigar a instalação de um Centro de Aperfeiçoamento Profissional cuja condução deverá ficar sob responsabilidade da Associação Brasileira de Biomedicina (ABBM) , com o objetivo de ser um núcleo de excelência profissional, visando a formação de mão-de-obra específica e auxiliando na luta pela inclusão do profissional biomédico no mercado de trabalho. "Cada vez mais é preciso que profissionais desenvolvam capacidades que os habilitem a atender melhor as organizações para as quais prestam serviços", afirma Marco Antonio Abrahão. "A competência exige, principalmente, conhecimento e capacidade, mas depende também de garra, do entusiasmo e da disposição de enfrentar desafios, sendo a qualidade a palavra-chave nesse processo", acrescenta.
Criar a nova sede, construir o Centro de Aperfeiçoamento Profissional e consolidar a unidade conselho-sindicato-associações são as metas. Este é o novo desafio. Como define o presidente do CRBM, "diante das dificuldades de hoje, é preciso estar organizado e unido", entendendo que "a solução está na união e organização em torno de associações, sindicato e conselhos".
"É a única forma de sobrevivência no combate à atual crise. Todos têm de se unir e lutar juntos. Os atuais obstáculos só podem ser superados com criatividade, união e muita organização", conclui o presidente do CRBM.