
Empresa genuinamente nacional cria produtos na área de Microbiologia e emprega biomédicos.

Permitir um diagnóstico microbiológico de qualidade e com baixo custo. Este é o principal objetivo da Probac do Brasil, empresa nacional que está há 35 anos no mercado de insumos para laboratórios e tem um número expressivo de biomédicos em seus quadros. “Temos uma dúzia de patentes produzidas pelos nossos cérebros e nossos recursos”, afirma o presidente da Probac, Igor M. Mimica, chileno há mais de 30 anos no Brasil. “É uma empresa de nível internacional, sem o custo de importação e dificuldades alfandegárias dos produtos estrangeiros. E com mão-de-obra brasileira.”
A empresa foi criada em 1981 com o objetivo de fabricar soros diagnósticos contra os principais patógenos intestinais. “A empresa foi se expandindo e hoje tem uma linha completa de produtos para diagnóstico microbiológico”, conta Mimica. A Probac foi a primeira empresa brasileira na área de Microbiologia a conquistar o certificado ISO 9000, há mais de quatro anos.
O carro-chefe da Probac é o Hemobac Trifásico, um sistema automatizado de hemocultivo que dispensa a intervenção do técnico na bancada e foi lançado há três anos. “O sistema indica o crescimento bacteriano por dois indicadores: produção de CO2 e produção de colônias”, explica Mimica. O produto é uma estufa, que incuba os frascos, agita e consegue que o meio líquido onde o sangue está entre automaticamente em contato com os meios sólidos. “Os únicos sistemas disponíveis eram importados e, como o nosso preço é menor, eles tiveram de baixar o deles”, lembra o presidente. “Auxiliamos todo o mercado em termos de custo”, acrescenta o gerente do produto, o biomédico Edgar Garcez Júnior.
A Probac vende seus produtos para praticamente todos os Estados brasileiros e exporta para vários países da América Latina (Chile, Argentina, Bolívia, Peru, Paraguai e Guatemala), além da Albânia. A empresa fabrica produtos para microbiologia para laboratórios, hospitais e indústrias de alimentos. No início de 2006, lançou kit para análise de qualquer tipo de água (mineral, de nascente, do mar...). “São diagnosticados microrganismos que a legislação brasileira exige que sejam pesquisados na água para consumo humano”, explica Mimica.
A empresa ainda distribui dois produtos importados. Um deles é o Etest, da sueca Ab Biodisk, que determina quantitativamente a sensibilidade dos microrganismos aos antibióticos. O outro é o francês Chroma Agar, que se constitui de meios de cultivos cromogênicos, em que as bactérias aparecem com cores diferentes no meio de cultivo.
BIOMÉDICOS — A Probac tem 75 funcionários em seus quadros, sendo oito biomédicos. “Temos uma mão-de-obra de nível universitário, formada por administradores, médicos, farmacêuticos e biomédicos, e o maior número é dos últimos”, enumera o presidente da empresa. Os biomédicos participam da pesquisa e do desenvolvimento de produtos, do controle de qualidade, da venda dos produtos e ainda dão assistência técnica.
“A formação do biomédico é geral na área de Biologia e Microbiologia e as ferramentas que a faculdade dá permitem que o biomédico trabalhe não só no laboratório”, garante Mimica. “Por meio de estágios, o biomédico vai aperfeiçoando o que a faculdade já lhe forneceu”, acrescenta o presidente, lembrando que a Probac dá oportunidade a estagiários enviados por faculdades. “Por nossa empresa, passaram biomédicos que estão empregados nos principais hospitais de São Paulo e do Rio”, revela.
O presidente da Probac afirma que a empresa não apenas fabrica produtos. “Junto com os produtos, vendemos serviços e fazemos treinamento na nossa empresa ou no laboratório”, diz Mimica. “Não somos só entregadores de produtos, mas contribuímos para o desenvolvimento da Microbiologia no Brasil. E são os biomédicos que fazem isso”, assegura.
“A empresa se preocupa em procurar saber na bancada qual é a sua necessidade”, acrescenta Edgar Garcez Júnior. E faz um alerta para os colegas. “É um novo campo de trabalho para o biomédico, pouco difundido na faculdade.”