Educação: CNE debate carga horária de cursos em audiências públicas

Decisão do órgão é conseqüência de gestõs da Biomedicina contra fixação de 3.200 horas.

or decisão do Conselho Nacional de Educação (CNE), a carga horária mínima dos cursos superiores da área da saúde será objeto de reavaliação por meio de audiências públicas. Nessas reuniões serão analisados e debatidos os argumentos que embasam as propostas de modificação da carga horária mínima.
Essa decisão do CNE é resultado de gestões de dirigentes da Biomedicina pela retirada da categoria da relação dos cursos com carga horária mínima de 3.200 horas, como constava do Parecer CNS/CES nº 329/04. A Biomedicina defende a fixação de carga horária mínima de 4.000 horas para garantia de qualidade de seus cursos.

Como resultado das pressões dos biomédicos, o presidente do órgão, Édson Nunes, informou em reunião realizada no final de julho em Brasília com representantes do CBFM e CRBMs que suspenderia a vigência desse parecer para a Biomedicina e outras profissões do setor, como Biologia, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia e Nutrição, o que se confirmou com o Parecer CNE/CES nº 184/06.

Em função disso, o Conselho Regional de Biomedicina convidou representantes dos demais conselhos para reunião em sua sede, visando o debate do tema e definição de estratégias a serem defendidas por ocasião das audiências públicas no Conselho Nacional de Educação para o estabelecimento da nova carga horária mínima dos cursos de Biomedicina, Biologia, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia e Nutrição.

A luta é para a fixação de carga que não traga conseqüências nefastas para a formação acadêmica e profissional dos cursos de oito especialidades do setor de saúde.

"Necessário se faz que trabalhemos juntos para darmos continuidade a esse objetivo, rediscutindo a matéria e traçando a rede de argumentos que, estrategicamente, embasará a nossa proposta de definição das cargas horárias dos cursos da área da saúde", diz o presidente do CRBM, Marco Antonio Abrahão