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Carga horária em discussão no Encontro Nacional de Coordenadores
Fórum em Brasília debateu temas ligados aos cursos de Biomedicina.
Quatro temas de grande importância para o futuro dos cursos de Biomedicina dominaram a pauta de discussões do Encontro Nacional de Coordenadores realizado na tarde de 24 de novembro no plenário 2 da Câmara dos Deputados, em Brasília: carga horária total do curso, carga horária total do estágio curricular supervisionado, redução de 4 para 3 anos e sugestões para modificação ou inclusão de disciplinas.
Nesta edição o Encontro Nacional de Coordenadores, que reuniu representantes das instituições de ensino de todo o país, contou também com a presença dos presidentes do Conselho Federal e Regionais de Biomedicina, das Associações Brasileira e Paulista de Biomedicina, do Sindicato dos Biomédicos Profissionais do Estado de São Paulo, além de diretores dos conselhos – todos participantes da sessão solene da Câmara realizada pela manhã para homenagear a Biomedicina.
Marco Antonio Abrahão, que organizou o fórum, abriu os trabalhos explicando que o objetivo do encontro era a defesa da qualidade nos cursos de Biomedicina. “Avançamos na profissão em razão da qualidade e não da política, buscamos mais qualidade na prestação de serviços e entendemos que a redução da carga horária dos cursos e dos estágios não atende aos anseios e necessidades da Biomedicina”, afirmou Abrahão.
O presidente do CRBM-SP apresentou o resultado de um levantamento que realizou a respeito do universo de cursos de Biomedicina existentes no Brasil, constatando a existência de 75.
Mostrou que a habilitação em Análises Clínicas/Patologia Clínica domina os registros nos CRBMs, embora venha se reduzindo no Sudeste do país. Assim, no CRBM-1 Análises Clínicas conserva 74% das habilitações registradas; no CRBM-2, 97%; no CRBM-3, 99,9% e no CRBM-4, 96,25%.
Silvio José Cecchi, presidente do Conselho Federal de Biomedicina, revelou que os Conselhos de Saúde reunidos decidiram não aprovar certificados de conclusão de cursos que ofereçam carga horária mínima inferior a 4.000 horas. No entanto, de acordo com o parecer 329/2004, o Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Superior sugere 3.200 horas para a Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Fonoaudiologia, Nutrição, Terapia Ocupacional, Educação Física, Fisioterapia e outras disciplinas da área de saúde , e estabelece 7.200 horas para a Medicina. Cecchi também confirmou que em 2006 haverá, pela primeira vez, o exame do ENAD para a Biomedicina, com provas de Análises Clínicas/Patologia Clínica.
Durante o encontro, representantes das regiões do país abordaram a pauta de discussões e fizeram exposições sobre os cursos de suas instituições de ensino. Foram eles os coordenadores e diretores de cursos Renato Minozo (Feevale de Novo Hamburgo, RS), Wilson de Almeida Siqueira (UniFMU, SP), José Valfrido de Santana (Maurício de Nassau, PE) e Wilson de Mello (GO).
Sindicato obtém certificado de regularização
Sinbiesp atenderá interesses exclusivos dos biomédicos.
Sindicato dos Biomédicos Profissionais do Estado de São Paulo (Sinbiesp) recebeu dia 23 de novembro, em Brasília, o certificado de regularização sindical fornecido pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O documento foi entregue pelo secretário-executivo do Ministério do Trabalho, José Martinez Barga, ao presidente do Sinbiesp, Luiz Guedes. Participaram da reunião o presidente do CRBM-1, Marco Antonio Abrahão, o diretor Ney Piroselli e o deputado Lobbe Neto (foto).
“O novo sindicato está sendo estruturado para atender exclusivamente aos interesses da categoria e defender os direitos do profissional biomédico, devendo assumir a coordenação dos acordos coletivos de trabalho, além de todas as demais atribuições de um sindicato de classe, entre as quais a verificação da jornada de trabalho e o cumprimento do que está garantido pela CLT”, explica o presidente do Sinbiesp. Luiz Guedes.

Já o Sindicato dos Biomédicos, com sede em Ribeirão Preto (SP), passa a cuidar exclusivamente das causas patronais da Biomedicina. A partir de agora, os profissionais biomédicos têm o seu próprio sindicato, não tendo de contribuir para outros da área da Saúde.

Reestruturada, ABBM depende do apoio de todos
Metas são amplas e têm objetivo único de auxiliar biomédico.
omo a Biomedicina conseguiu ficar tanto tempo sem uma sociedade científica?” Está foi a indagação feita por Rafael de Menezes Padovani, durante a apresentação que fez da Associação Brasileira de Biomedicina (ABBM) a presidentes do Conselho Federal e Conselhos Regionais de Biomedicina, delegados, diretores de instituições de ensino e coordenadores de cursos, reunidos em Brasília por ocasião das comemorações oficiais do Dia do Biomédico.
Padovani, atual presidente da ABBM, está desenvolvendo junto com seus diretores um processo de reestruturação da entidade. “A inexistência efetiva de uma sociedade científica como a ABBM criou dificuldades enormes para a profissão nos últimos anos”, constata. A entidade foi fundada em 1995, mas os dois primeiros mandatos não se efetivaram, razão pela qual ficou sem direção e representação.
Mais recentemente, com o apoio do CRBM-SP, um grupo de biomédicos, formado na maioria por integrantes da Associação Paulista de Biomedicina (APBM), cuidou da reorganização da entidade nacional. A documentação foi organizada e legalizada, os estatutos reformados e aprovados em assembléia geral e nova diretoria foi eleita e empossada. “Foi um longo trabalho para legitimar e reestruturar a associação. Estamos nesta segunda fase. Depois entraremos na terceira, de consolidação. Antes, porém, precisamos do apoio de todos, do mais novo biomédico aos dirigentes dos conselhos. Sem o efetivo respaldo da categoria, o desenvolvimento e fixação da ABBM será impossível”, afirma seu presidente.
Várias são as metas da nova administração da ABBM, citadas por Padovani, entre as quais: promover as edições do Congresso Brasileiro de Biomedicina; oferecer apoio aos eventos científicos realizados no país; criar cursos e simpósios; instituir novos títulos de especialista e validar os existentes;
instalar novas diretorias regionais e incorporar associações existentes (a APBM irá se transformar em diretoria regional da ABBM); criar o currículo pontuado (por participação em cursos, simpósios, congressos); montar o banco de currículos; formalizar parcerias (como a que está sendo feito em São Paulo, com a Fecap); implantar política de captação de novos associados; criar comissões de trabalho; consolidar o site www.abbm.org.br como ferramenta de integração, promoção e informação da categoria.

Gestão de Serviços
Os detalhes finais estão sendo acertados e em breve a Associação Brasileira de Biomedicina (ABBM) estará oferecendo, em parceria com a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), curso de Gestão em Serviços de Apoio à Diagnósticos. O primeiro deles, em 2006, terá duração de 18 meses, com duas aulas semanais, previsão de 360 horas/aula, no campos da Fecap do Largo de São Francisco, em São Paulo, e custos diferenciados para biomédicos.
Os entendimentos para a conclusão do conteúdo programático, que engloba itens como orçamento, gerenciamento de pessoas, planejamento de marketing, etc estão sendo desenvolvidos pelo presidente da Associação Paulista de Biomedicina (APBM), Edgar Garcez Júnior, e o diretor dos cursos de Pós-Graduação Lato Sensu da Fecap, Álvaro Toshio Takei.
Edgar Garcez Júnior mostra-se entusiasmado com o projeto que, na sua visão, será de grande importância para o profissional biomédico. “A Fecap é uma instituição que goza de grande conceito além de ser tradicional no desenvolvimento dessa espécie de trabalho com associações e empresas, muito podendo oferecer aos biomédicos”, considera. Mais detalhes sobre o curso em breve no site da ABBM: www.abbm.org.br