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Biomédico atende crianças
em entidade filantrópica
Daniel Thomé Catalan chefia laboratório do Grendacc em Jundiaí,
que cuida de pacientes infantis com câncer.
rabalhar num ambiente familiar, repleto de crianças carentes. Essa é a experiência que vem sendo vivida pelo biomédico Daniel Thomé Catalan (CRBM nº 10.812), responsável técnico desde janeiro pelo laboratório do Grupo em Defesa da Criança com Câncer (Grendacc), em Jundiaí. “Por ser uma entidade filantrópica, a gente sente a carência da criança”, explica. “É um clima diferente porque, por mais que a criança fique abatida com a quimioterapia, ela é sempre criança: pula, brinca...”.
O ambiente familiar explica-se pelo fato de os profissionais terem contato com as crianças e seus pais todos os dias, durante a fase principal do tratamento. “Nós damos apoio aos pais e os mais carentes levam cesta básica e vale-transporte”, afirma o biomédico.
As crianças até levam material escolar ao hospital para não perder o ano letivo. “Acontece que elas perdem aula porque ficam o dia inteiro em tratamento e, por causa da imunossupressão, não podem ter contato com os outros alunos,

principalmente no início do tratamento.”
Hospital-dia — O Grendacc é um hospital-dia que só trata de doenças oncológicas e hematológicas (oncohematologia pediátrica). Sua primeira fase está pronta, incluindo laboratório, farmácia e ala de quimioterapia. Quando há necessidade de internação do paciente, ele é encaminhado ao Hospital Universitário, pertencente à Faculdade de Medicina de Jundiaí. A entidade atende cerca de 400 pacientes por mês, 80% deles por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e o restante por convênio ou de forma particular. As crianças vêm de Jundiaí e mais oito municípios vizinhos.
O Grendacc tem uma equipe de profissionais composta por biomédicos, médicos, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, assistente social, enfermeiro, dentista e até uma psicóloga apenas para dar apoio escolar. Além disso, como é uma entidade filantrópica, há voluntários que ficam com as crianças antes e depois das coletas e das consultas.

"É um clima diferente, porque, por mais que a criança fique abatida com a quimioterapia, ela é sempre criança: pula, brinca..."

Daniel Thomé Catalan

“Nós damos apoio aos pais e os mais carentes levam cesta básica e vale-transporte”.

Daniel Thomé Catalan

Estágio extracurricular influi na contratação do profissional
aniel Thomé Catalan tem 25 anos e formou-se em Biomedicina em janeiro de 2005. À procura de emprego, cadastrou-se no site da Catho Consultoria e foi selecionado para fazer entrevista.
Acabou escolhido entre os 15 concorrentes e o que mais pesou na decisão, segundo os selecionadores, foi o fato de ele ter realizado três anos e meio de estágio extracurricular em análises clínicas durante a faculdade, especialmentena área de Hematologia. “Sempre gostei mais de Hemato mesmo”, admite.
O biomédico trabalha durante o dia no Grendacc e à noite na Colsan, associação beneficente de coleta de sangue, no posto do Hospital São Vicente de Paulo, em Jundiaí. Como a Colsan é ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Catalan pretende fazer sua pós-graduação na instituição. “Mas preciso definir um tema que seja útil para mim, para o Grendacc e a Colsan”, explica.
Nova estrutura do Grendacc existe desde janeiro
té janeiro de 2005, o laboratório do Grendacc estava praticamente parado: tinha apenas um técnico que fazia a coleta de material para encaminhá-lo a outros laboratórios. Foi então que o biomédico Daniel Thomé Catalan assumiu a chefia e o organizou: padronizou procedimentos, implantou regras de biossegurança e providenciou o registro no Conselho Regional de Biomedicina – 1ª Região. Hoje, Catalan é o responsável técnico e trabalha com o apoio de dois outros profissionais.
O laboratório é de pequeno para médio porte e só atua na área de Hematologia. Quando há necessidade de outros exames, o material é enviado para laboratórios de apoio.