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Frente busca diálogo com operadoras
Fixação de valores éticos mínimos a serem praticados pelos laboratórios de análises clínicas e registro de contratos firmados com operadoras estão entre os objetivos.
Aspectos da reunião dos representantes de Conselhos na sede do CFM, em Brasília: Silvio José Cecchi (CFBM), Gerson Zafalon Martins (CFM), Marco Antonio Abrahão e Ney Piroselli (CRBM-1);
Luiz Roberto Del Porto (CRF-SP) e Lenira da Silva Costa (CFF).
ormação de uma frente composta por integrantes dos segmentos que atuam na área de análises clínicas — Biomedicina, Farmácia e Medicina — com o objetivo de unir forças visando a negociação com as operadoras: esse tem sido o motivo principal de reuniões sugeridas pelo Conselho Regional de Biomedicina - 1ª Região que, vêm sendo realizadas em várias capitais do país.
Ainda recentemente, dirigentes das três categorias debateram o assunto em reunião realizada na sede do Conselho Federal de Medicina, em Brasília. Foram discutidos a fixação de valores éticos mínimos a serem praticados pelos laboratórios de análises clínicas e o registro de contratos firmados entre laboratórios e operadoras de planos de saúde.
Estuda-se a possibilidade de utilização da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPC) como valores éticos mínimos a serem praticados pelos laboratórios clínicos. Se a medida for aprovada, os Conselhos Federais de Biomedicina e Farmácia deverão disciplinar o assunto conforme a Resolução nº 1.673/03 do Conselho Federal de Medicina.
A frente também fará proposta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitando que inclua na Resolução que definirá o Regulamento Técnico que fixa os requisitos mínimos exigidos para o funcionamento dos laboratórios clínicos, a obrigatoriedade de que os contratos firmados entre prestadores de serviço (laboratórios clínicos) e tomadores de serviço (operadoras) sejam registrados nos Conselhos Regionais nos quais estejam inscritos, para que estes exerçam sua função de fiscalização e verifiquem o cumprimento da Resolução que normatizará o assunto.
Definido o procedimento, a frente formada passará a dialogar com os tomadores de serviço, propondo reuniões com dirigentes da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) e da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg).
Participaram da reunião na sede do CFM, no Distrito Federal: Marco Antonio Abrahão, Ney Piroselli (Conselho Regional de Biomedicina); Silvio José Cecchi, Reginaldo Carvalho (Conselho Federal de Biomedicina); Adalberto Fernandes,
assessor do deputado federal e biomédico Lobbe Neto; Gerson Zafalon Martins (Conselho Federal de Medicina); Lenira da Silva Costa, Antonio Cesar C. Júnior (Conselho Federal de Farmácia); e Luiz Roberto Del Porto (Conselho Regional de Farmácia - SP). Desequilíbrio de forças — O comprovado desequilíbrio de forças hoje existente entre as operadoras e os profissionais da área da saúde é o principal motivo das muitas dificuldades desses profissionais. Durante os últimos anos o CRBM/SP realizou um diagnóstico da situação. “Agora entendemos ter chegado o momento de as entidades representativas dos biomédicos, dos farmacêuticos e dos médicos se manifestarem, até porque estamos plenamente convictos das causas e conseqüências da atual situação dos laboratórios clínicos”, diz o presidente do órgão, Marco Antonio Abrahão. “Conhecendo as causas e sofrendo as conseqüências, a chave da questão é propor e encontrar a medida corretiva. Neste sentido,nós, do Conselho Regional de Biomedicina - 1ª Região, estamos oferecendo a nossa contribuição.”
Vários estudos já comprovaram a importância dos serviços prestados pelos laboratórios de análises clínicas no contexto da saúde. Esses serviços são procurados pela grande maioria dos clientes e revelam-se de fundamental importância para os diagnósticos clínicos. “Se eles têm essa relevância por que é que nós, biomédicos, farmacêuticos e médicos não conseguimos fazer prevalecer na prática essa real importância?”, pergunta Abrahão.
Na visão do presidente do CRBM, é chegada a hora da formação de uma frente composta por representantes de todas as profissões do setor que revele, de forma clara, a triste realidade vivida pelos diretores de laboratórios clínicos e também exija que a situação seja revertida imediatamente e que a remuneração seja condizente com o trabalho prestado e a responsabilidade assumida. “Esperamos que as instituições, de forma fiel e responsável, participem ativamente dessa proposta, pois só assim poderemos devolver aos segmento das análises clínicas a sua autonomia e, conseqüentemente, reverter essa situação”, considera Marco Antonio Abrahão.