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Ficção e realidade

Marco Antonio Abrahão

m meados da década de 60, jovens brasileiros que acreditaram na criação do curso de Biomedicina autorizado pelo Governo Federal foram surpreendidos ao se depararem com as dificuldades que teriam de enfrentar até a efetiva consolidação dessa nova profissão da área da saúde.
Foi uma ducha de água fria diante das inúmeras barreiras existentes para fazer prevalecer a carreira e a profissão liberal ainda não regulamentada.
Após muita luta foi obtida essa regulamentação e criados os Conselhos Federal e Regionais de Biomedicina. Faltava, porém, proporcionar à classe toda a infra-estrutura de suporte e
defesa da profissão em um mercado altamente competitivo.
Essas barreiras também foram superadas, passo a passo, ao longo de 40 anos. Hoje, finalmente, a Biomedicina está estruturada e totalmente consolidada. O Conselho Federal está perfeitamente organizado, o mesmo ocorrendo com os Regionais e suas delegacias. Há uma associação nacional com representação de fato em todas as regiões do país. Há a associação estadual (no caso de São Paulo). E agora também foi criado o Sindicato dos Biomédicos Profissionais do Estado de São Paulo.
Superadas todas as dificuldades, existe hoje a absoluta certeza que o profissional tem agora amplo
respaldo de suas instituições e poderá
a eles recorrer quando necessitar.
Basta citar como exemplo as questões trabalhistas: dissídios, piso salarial e jornada de trabalho, que são temas de ação do sindicato profissional.
O tão sonhado dissídio anual entre patrões e empregados vai se tornar realidade.
Já o Conselho Regional de Biomedicina passa a cumprir o seu papel primordial de fiscalizar a profissão e proteger a sociedade,cabendo às associações cumprir suas funções de organizar eventos científicos e culturais, propiciando a reciclagem dos profissionais.


A montagem dessa estrutura só foi possível diante do trabalho incessante de todos os colaboradores do Conselho Regional de Biomedicina, além do importante apoio do Conselho Federal.
A satisfação maior é que todas essas conquistas foram possíveis diante da utilização de recursos financeiros disponibilizados pelo CRBM, recursos esses representados por apenas um tipo de receita: o recebimento de anuidades de inscritos. Ou seja: toda a estrutura atual da Biomedicina é resultante da aplicação do dinheiro arrecadado pelo CRBM proveniente de recebimentos dos profissionais, investimentos estes realizados por uma administração centrada em superar obstáculos e em garantir maior retaguarda aos profissionais biomédicos.
Agora, é fundamental que todo o profissional biomédico inscrito no CRBM – 1ª Região tenha absoluta consciência da importância da unidade da classe e também se inscreva nas demais instituições existentes — associações e sindicato — para
que esses organismos tenham
recursos para fazer prevalecer na
prática todas essas conquistas e sejam estimulados a promover o desenvolvimento e o crescimento
da Biomedicina.
Sugerimos aos profissionais de outros Estados que também se organizem com o objetivo de obter conquistas idênticas, visando exercer suas atividades profissionais de forma digna. Os grupos que se interessarem podem entrar em contato com o CRBM de São Paulo, que está preparado para orientar de forma eficaz e objetiva todos aqueles que desejarem servir de fato à Biomedicina.


Marco Antonio Abrahão
é presidente do CRBM – 1ª Região