stimulados
pela coordenação do curso, os acadêmicos de
Biomedicina da Uniamérica, em Foz do Iguaçu, Paraná,
iniciaram no mês de março de 2005 a formação
das Ligas Estudantis de Biomedicina. Os grupos, integrados por
alunos com atuação supervisionada pelos professores
do curso, ainda estão em formação. Porém,
já é possível perceber uma mudança
de atitude em relação às responsabilidades
sociais dos futuros profissionais.
As Ligas de Biomedicina têm como funções primordiais
a prestação de serviços à comunidade,
promoção de cursos e desenvolvimento de trabalhos
de pesquisa e extensão universitária. As diretorias
são eleitas pelos próprios alunos e têm mandatos
de um ano, prorrogável de acordo com discussões
internas entre os membros. As ligas já formadas são
as seguintes: Hematologia, Microbiologia e Prevenção
(HEMIP), com 29 membros e seis coordenadores; Liga Acadêmica
de Parasitologia Clínica (LAPC), com cinco membros e cinco
coordenadores; Liga Acadêmica de Bioquímica Clínica
(LABCLIN), com três coordenadores e dez membros; Liga de
Distúrbios Hematológicos (LDH), com 20 membros e
seis coordenadores; e Liga Acadêmica de Bromatologia (LAB),
com seis coordenadores e 10 membros.
Segundo Rosana Alves, acadêmica do 7º período
e integrante da LAB, as ligas se mostraram importantes desde o
início porque permitem maior integração entre
os acadêmicos. Segundo a fórmula adotada, acadêmicos
de qualquer período podem participar das ligas, mesmo que
ainda não tenham cursado as disciplinas correspondentes.
Isso vai ser muito bom, porque quando estes alunos começarem
a cursar a disciplina eles já estarão bem mais esclarecidos,
diz Rosana. Para Jaqueline Bezerra Shimizu, acadêmica do
5º período e integrante da HEMIP, participar das ligas
está mudando a mentalidade de muitos alunos. Desde
o início do curso o pessoal das ligas passa a dedicar muito
tempo à pesquisa, o que é ótimo para formar
bons profissionais, diz a acadêmica.
Para Raphael Sahd, que cursa o 7º período, esta integração
entre alunos facilita o trabalho futuro. Tem uma integração
maior entre aluno e aluno do que entre aluno e professor, e essa
troca de experiências é positiva para todos,
afirma o acadêmico. Já Thiago Borba, também
do 7º período, destaca que em menos de um mês
de funcionamento das ligas cerca de 60% dos alunos já estão
inseridos na proposta. Com o tempo vamos chegar a 100%,
diz.
Destaque O biomédico Tangará Jorge Mutran,
coordenador do curso de Biomedicina da Uniamérica, afirma
que o trabalho |

Integrantes das ligas com o coordenador do curso
de Biomedicina, Tangará Jorge Mutran: reflexo na saúde
pública.
desenvolvido pelas ligas vai colocar o curso naturalmente em
destaque.
A sociedade vem sendo bastante receptiva às ligas
e está percebendo que o trabalho desenvolvido pelos alunos
tem reflexos diretos nas questões de saúde pública,
diz o professor, que também é delegado do CRBM
- 1ª Região em Foz do Iguaçu.
Estes reflexos já se mostram nos primeiros contatos das
Ligas com a comunidade. Nos primeiros meses de trabalho os membros
participaram de diversas atividades públicas, como o
mutirão em comemoração ao Dia Mundial da
Saúde e as campanhas de esclarecimento público
sobre cuidados com a saúde, controle de hipertensão
e estímulo à vida saudável.
Num trabalho multidisciplinar e que envolveu várias ligas,
os acadêmicos também fizeram um diagnóstico
completo das condições de vida de uma das comunidades
mais carentes de Foz do Iguaçu. Os moradores da Vila
Aparecidinha foram submetidos a uma série de exames,
quando ficou constatada a alta incidência de anemia entre
crianças e adultos.
Após o cumprimento dessa etapa, os alunos voltaram ao
local para entregar os laudos e as prescrições
médicas para o tratamento. Também realizaram palestras
de esclarecimento para os moradores, obtendo excelente receptividade.
É uma prova de que o trabalho sério dá
resultados até em curto prazo, conclui o coordenador
Tangará Jorge Mutran. 
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