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Biomédica preside
Pró-Núcleo
Roberta Wonchockier
comanda a Sociedade
Brasileira de Embriologistas
em Medicina Reprodutiva
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esponsável
pelo Laboratório de Manipulação de Gametas
do Hospital Israelita Albert Einstein, a biomédica
Roberta Wonchockier é a presidente do
Pró-Núcleo, como é conhecida a Sociedade
Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva. A entidade
foi fundada em agosto de 2000 e Roberta comanda seus destinos
desde agosto de 2002, com mandato até 2004.
O Pró-Núcleo foi criado para congregar
os embriologistas e reúne biomédicos, biólogos,
veterinários e médicos, enfim, profissionais
que atuam dentro de laboratórios de manipulação
de gametas, explica a presidente. Atualmente há
cerca de 130 associados, a maioria de São Paulo, mas
existem representantes de todo o Brasil.
O primeiro Congresso Brasileiro do Pró-Núcleo
foi realizado no ano passado, em Porto Seguro, e o segundo
será em 2004, em São Paulo, durante o próximo
Congresso da Sociedade
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Brasileira de Reprodução
Humana. Fazemos nossos eventos dentro de congressos maiores,
explica Roberta. O primeiro Encontro do Pró-Núcleo,
por exemplo, vai acontecer em dezembro, num navio, como
parte do Congresso da Associação Paulista de Medicina
(APM).
Dificuldades Uma das maiores dificuldades do Pró-Núcleo
é
reunir os embriologistas fora dos congressos maiores. A
gente consegue trazer o pessoal nos
grandes eventos, mas nas reuniões mensais as pessoas
não comparecem, reclama Roberta. Hoje o embriologista
vive bem no mundo da sua clínica e é difícil
fazer uma interação. Outra dificuldade encontrada
por Roberta é a falta de patrocínio para organizar
os eventos. 
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"O Pró-Núcleo
foi criado para congregar os embriologistas e reúne biomédicos,
biólogos, veterinários e médicos, enfim,
profissionais que atuam dentro de laboratórios de manipulação
de gametas."
Roberta Wonchockier
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"Nas faculdades
de Biomedicina
falta informação sobre
Reprodução Humana e não
há curso de especialização."
Roberta Wonchockier
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Dupla é responsável por laboratório
no Einstein
oberta
Wonchockier é a responsável pelo Laboratório
de Manipulação de Gametas, que faz parte da Unidade
de Reprodução Humana do Hospital Israelita Albert
Einstein. Roberta e outra biomédica, Françoise
Elia Mizrahi (que é vice-presidente do Pró-Núcleo
desde a sua fundação), fazem a preparação
de óvulos e espermatozóides, a criopreservação,
a fertilização in vitro, a micromanipulação
de gametas, o processamento seminal e espermogramas. Em média,
por mês, são realizados 30 ciclos de bebê
de proveta, 15 ciclos de inseminação, dez criopreservações
de embriões e 20 espermogramas.
Formada em 1992 pela Unisa (Universidade de Santo Amaro), Roberta
tornou-se a primeira estagiária da Unidade de Reprodução
Humana do Einstein em 1993. Françoise, que se formou
na mesma faculdade, também começou como estagiária
em 1996. Abrimos um superleque para quem queria fazer
algo diferente, afirma Roberta, lembrando que nas
faculdades de Biomedicina falta informação sobre
o assunto e não há curso de especialização.
Por isso, as duas profissionais são constantemente convidadas
para dar aulas sobre Reprodução Assistida em congressos,
onde procuram levar informações para estudantes
e profissionais da área.Roberta lembra que antigamente,
seguindo a cultura européia e americana, só médicos
trabalhavam na área, mas nos últimos dez anos
há cada vez mais biomédicos, biólogos e
veterinários.
A biomédica fez sua especialização no próprio
laboratório e estudou micromanipulação
de gametas numa clínica em Buenos Aires. Já Françoise
estudou na Universidade de
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Cornell, nos Estados Unidos. As profissionais
viajam constantemente para congressos e têm trabalhos publicados
no exterior. A programação de outubro, por exemplo,
incluía a participação no Congresso Brasileiro
de Urologia, em Salvador, com a entrega de seis trabalhos, e no
Congresso da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, nos
Estados Unidos, com a apresentação de um pôster.
Estágio curricular A Unidade de Reprodução
Humana do Einstein também promove, uma vez por ano, o
Simpósio Paulista de Infertilidade Conjugal (SPIC), sempre
com a presença de um ou dois convidados estrangeiros.
A Unidade oferece ainda estágio curricular para biomédicos,
e Roberta lamenta que em 2003 não houve nenhum candidato.
As pessoas se desanimam quando sabem que o material é
todo em inglês e que se trabalha eventualmente no fim
de semana, relata. A Unidade dá ainda estágios
curtos para médicos. 

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