Ministério
suspende
novos cursos de saúde
Resolução do ministro da Saúde, Humberto Costa,
publicada no Diário Oficial da União de 15 de julho,
recomenda a suspensão de novas autorizações
para a abertura de cursos superiores na área de saúde
por um período mínimo de seis meses. A resolução
segue decisão do plenário do Conselho Nacional de
Saúde (CNS) com o objetivo de corrigir distorções,
como a oferta de cursos e vagas nas regiões Sul e Sudeste
que, juntas, concentram 72% dos cursos (o Norte tem 6%).
A autorização para novos cursos cabe ao Ministério
da Educação, após consulta ao CNS. Mas a resolução
do ministro da Saúde tem o apoio do MEC, que considera estar
ocorrendo uma abertura indiscriminada de cursos sem critérios
técnicos. Em palestras, o ministro Cristóvam Buarque
tem deixado claro sua posição contrária à
abertura de novos cursos, principalmente na área de saúde.
O CNS pretende fazer um perfil do mercado para tentar reduzir as
desigualdades regionais, decidir quais cursos devem ser criados
prioritariamente e que permitirão ampliar a rede do Sistema
Único de Saúde (SUS).
Atestados de Saúde
será multiprofissional
Todos os profissionais devidamente regulamentados da área
de saúde poderão emitir Atestados de Saúde
para licenças e dispensas de atividades, inclusive para
efeitos de ausência legal. É o que dispõe
o projeto de lei 1316/2003 do deputado federal Max Rosenmann,
em tramitação no Congresso. Atualmente, para
atingir-se o patamar da recuperação, não
mais atua um único profissional, mas sim uma equipe multiprofissional
e interdisciplinar, justifica o parlamentar. Nada
mais justo que um paciente ao encontrar-se sob cuidados desses
profissionais, possa apresentar no local em que desempenha suas
atividades o Atestado de Saúde que comprove
o tratamento a que submete-se. 
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Criação
da Câmara Técnica de Regulamentação
do Trabalho em Saúde
A nova Câmara Técnica de Regulamentação
do Trabalho em Saúde tem sido objeto de debates no Fórum
dos Conselhos Federais da Área de Saúde. Essa câmara
funcionará no âmbito do Ministério da Saúde,
não será deliberativa, mas sim consultiva, terá
a presença de um membro do Fórum e de um representante
de cada conselho da área de saúde, com a finalidade
de debater, produzir e recomendar ao Ministro da Saúde,
normas técnicas sobre a regulação do exercício
profissional, dirimindo conflitos, choques de interesses profissionais
resultantes das tentativas de ganho de espaço ou poder
por parte de diversas categorias existentes na área de
saúde. Um dos exemplos de competição é
o PLS 25/2002 do senador Geraldo Althoff, em tramitação
no Congresso, que regulamenta o Ato Médico. 
Registro de profissionais
de saúde para o Mercosul
Como o Mercosul permitirá a livre circulação
de profissionais, os países integrantes desse mercado comum
deverão estabelecer em um prazo máximo de 12 meses
a partir de aprovação da portaria 787/GM para a
implementação da Matriz Mínima de Registro
dos Profissionais da Saúde no Mercosul, visando a padronização.
Atualmente, os organismos de registro dos profissionais de saúde
de cada um dos Estados não contam com informação
mínima sobre procedimentos de registros, daí a necessidade
de intercâmbio.
No Brasil, representantes de conselhos federais profissionais
na área de saúde participaram no dia 18 de agosto,
no Ministério da Saúde, em Brasília, da Oficina
de Trabalho sobre o Exercício Profissional do Mercosul,
para tratar do assunto. 
(Fonte: Conselho Federal de Biomedicina)
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