Brasil
terá Centro de Controle de Doenças
O secretário de Vigilância em Saúde, o epidemiologista
Jarbas Barbosa, pretende construir em Brasília uma versão
brasileira do Centro de Controle de Doenças (CCD) instalado
em Atlanta, nos Estados Unidos. Para ele, um laboratório
de alta complexidade é uma arma indispensável para
o Brasil identificar agentes infecciosos que possam se tornar uma
ameaça à saúde pública. Dependemos
do CCD para identificar alguns desses agentes. Perdemos um tempo
precioso.
Barbosa, ex-diretor do Centro Nacional de Epidemiologia da Fundação
Nacional de Saúde, diz que as doenças contagiosas
nunca vão desaparecer e contesta quem afirma que o reaparecimento
de infecções antes controladas é sinal de retrocesso.
Elas ressurgem porque o mundo mudou, temos de nos preparar,
ser rápidos e eficazes para combater antigos problemas como
a cólera e novos, como a febre do Nilo.
Jarbas Barbosa informa que há verbas para a construção
do laboratório. Há previsão de um financiamento
do Banco Mundial, o VigiSus2, no total de US$ 200 milhões.
Acredito que com US$ 10 milhões possamos construir o centro
com o mais alto grau de biossegurança, onde seja possível
analisar vírus e bactérias altamente agressivos. Se
tudo correr bem, o centro poderá entrar em funcionamento
até 2005.
Pesquisa
reprova Anvisa e ANS
Uma pesquisa elaborada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor (Idec) e divulgada em março revela que
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o desempenho das Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) e demais órgãos reguladores está
muito aquém das necessidades do consumidor. De acordo com
o trabalho, falta transparência nos processos decisórios,
canais para participação dos consumidores, acesso
a informações por parte da sociedade e efetividade
dos órgãos na execução de suas atividades.
Em todas as instituições, o desempenho foi
insatisfatório, analisa Marilena Lazzarine, coordenadora
do Idec. A melhor nota (de 1 a 10) foi regular.
A Anvisa teve nota 5,6 na avaliação final e a ANS
não passou de 2,7, só não sendo pior do que
o desempenho do Banco Central (2,6). A média geral do conjunto
de agências foi 4,2, considerada ruim. As notas foram baseadas
na avaliação de cinco itens, desdobrados em 40 critérios.
Ginástica
passiva: resultados fracos
Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp) revela que a ginástica passiva tem resultados
bem mais modestos do que os prometidos pelos canais de televenda,
embora não façam mal à saúde.
Na propaganda, a modelo Joana Prado exibe um massageador elétrico
e garante que, com pouco esforço, todos podem dizer adeus
às gordurinhas localizadas. No entanto, de acordo com a
pesquisa, se uma pessoa usar o aparelho durante um dia inteiro,
o máximo que conseguirá perder será 30 quilocalorias.
O estudo do Centro de Medicina da Atividade Física e do
Esporte (Cemafe), uma unidade da Unifesp, foi feito com
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dez homens e dez mulheres entre 18 e 40 anos, que se submeteram
a testes com os massageadores elétricos e depois participaram
de sessões de abdominais. Como os massageadores dão
pequenos choques, o máximo que conseguem fazer é
estimular a musculatura. E não têm o poder de eliminar
a celulite. um gordinho que usar o aparelho vai ficar com
os músculos tonificados, mas continuará gordinho,
diz o coordenador do Cemafe, biomédico Turíbio Leite
de Barros Neto. Segundo ele, o estudo não condena o uso
desses aparelhos. Ele pode ser indicado para pessoas sedentárias,
que nunca se exercitam. Serve como uma preparação
da musculatura, explica. Em sessões de fisioterapia,
aparelhos similares são usados com o objetivo de reeducar
a contração voluntária dos músculos
e começar a exercitá-los. São recomendados
para pacientes de pós-operatório ou que ficam muito
tempo na cama.
Planos,
os líderes de reclamações
Os planos de saúde continuam os campeões no ranking
anual do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Eles foram responsáveis por 28% do total de queixas do
setor de serviços, que, por sua vez, respondeu por 76%
dos 60.732 consumidores que procuraram a entidade em 2002.
Segundo o advogado do Idec, Marcos Diegues, a liderança
dos planos de saúde vem se repetindo há mais de
dez anos. A saúde é um gênero de primeira
necessidade, por isso tem um universo de consumidores muito grande,
justifica.
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