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Projeto do Ato Médico
preocupa Sarney
Comitiva de biomédicos
tem audiência com o presidente do Senado e defende rejeição
do projeto de lei.
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Entre o deputado federal
Lobbe Neto e o presidente do CRBM, Marco Antonio Abrahão,
o senador José Sarney admira exemplar da Revista do Biomédico,
tendo na mão direita o ofício que lhe foi entregue.
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senador
José Sarney, presidente do Senado, mostrou-se preocupado
com os fatos relatados por integrantes de comitiva do Conselho
Regional de Biomedicina 1ª Região a respeito
do Projeto de Lei 025/2002, que define o Ato Médico. O
grupo, liderado por Marco Antonio Abrahão, presidente do
CRBM, foi recebido em audiência no dia 13 de março,
no Senado Federal, em Brasília. Abrahão esteve acompanhado
do deputado federal Lobbe Neto e dos conselheiros Marcelo Abissamra
Issas e Carlos Eduardo Pires de Campos.
Após apresentarem uma exposição sobre o assunto,
os biomédicos manifestaram seu repúdio e defenderam
a rejeição do projeto de lei. No ofício entregue
a Sarney, o presidente do CRBM afirmou: Esse projeto gera
a nossa indignação, bem como de todos os profissionais
da área de saúde por ferir a liberdade de várias
categorias profissionais regulamentadas, com suas atribuições
definidas através de leis, colocando todos osprofissionais
da área da saúde sob tutela médica.
A Resolução n.º 287, de 8/10/98, do Conselho
Nacional de Saúde, relaciona as categorias profissionais
de saúde de nível superior, entre as quais inclui-se
os profissionais biomédicos.
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No gabinete de Sarney,
os conselheiros Carlos Eduardo Pires de Campos, Marcelo
Abissamra Issas, o deputado federal Lobbe Neto e o presidente
Marco Antonio Abrahão posam com o presidente do
Senado.
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Ao mostrar-se preocupado, Sarney chegou a considerar que se
o projeto de lei fere direitos, terá de ser revisto.
O presidente do Senado demonstrou não compactuar com
o corporativismo. O referido projeto de lei, do senador Geraldo
Althoff, que se baseou na resolução 1627/01 do
Conselho Federal de Medicina, estabelece atribuições
exclusivas do médico na área de saúde.
Ele foi aprovado na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) e está na Comissão de Assuntos
Sociais do Senado (CCJ). 
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| Mercadante condena corpotativismo |
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Brasília, o presidente do CRBM, Marco Antonio Abrahão,
também teve a oportunidade de manter contato com o senador
Aluizio Mercadante (PT-SP), quando manifestou seu repúdio
com relação ao projeto de lei do Ato Médico
e condenou o corporativismo. Mercadante mostrou-se preocupado
ao tomar conhecimento do fato e também colocou-se contrário
a toda forma de corporativismo.
O referido projeto fere o direito de todos os profissionais
da área da saúde. A Resolução n.º
287 do Conselho Nacional de Saúde, não só
elenca, como define claramente quais são as profissões
da área da saúde. Importa ressaltar que as profissões
da área da saúde encontram-se regulamentadas |
por lei e as suas atribuições,
habilitações e atos já definidos. Assim,
esse projeto pretende colocar sob tutela médica todos esses
profissionais, considerou Abrahão. Entendemos
que em um mundo moderno e globalizado o corporativismo é
o principal responsável pela estagnação dos
avanços científicos. Esse projeto é um retrocesso,
sua origem e finalidade nos fazem lembrar o período ditatorial
que a sociedade brasileira viveu, acrescentou. Impossível
acreditar que possa haver qualidade e competência sem que
haja uma equipe multiprofissional trabalhando em conjunto, com
a finalidade de promover a saúde do povo brasileiro.
O presidente do CRBM encaminhou a Mercadante farto material sobre
o assunto.  |
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