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radicais livres, elementos-chave do processo de envelhecimento
do ser humano, são o tema de estudo da biomédica
Sandra Castro Poppe, pesquisadora da Universidade Federal de São
Paulo (Unifesp) e professora em três universidades. Atualmente
estudo os mecanismos moleculares que envolvem a atividade de neutrófilos,
explica a professora.
Formada em Biomedicina pela Universidade de Santo Amaro (Unisa)
em 1987, Sandra fez sua iniciação científica
em Microbiologia e Imunologia na Escola Paulista de Medicina,
já no segundo ano de faculdade. Iniciou o mestrado na mesma
escola e na mesma área, mas mudou o projeto quando começou
a interagir com o Instituto de Química da Universidade
de São Paulo.
Com o apoio da chefe do laboratório do IQ, Virgínia
Berlanga Campos Junqueira (que é farmacêutica-bioquímica),
começou a trabalhar com envelhecimento, já que em
1990 havia um verdadeiro pool de profissionais estudando estresse
oxidativo. Profissionais de várias áreas trabalhavam
para associar o fenômeno com o envelhecimento.
Tese Na época, já existia o Projeto
Epidoso (Epidemiologia do Idoso), encabeçado pelo médico
Luís Roberto Ramos, chefe da Geriatria da Unifesp, que
estudava uma população em Vila Clementino, bairro
onde se situa a universidade. A tese de Sandra foi o estudo
dos parâmetros bioquímicos que
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envolvem o estresse oxidativo, realizado em parceria com o
médico Clineu de Almeida Melo Filho, que aplicou antioxidantes
na população idosa estudada (cerca de 90 indivíduos).
A tese de Sandra, concluída em 1993, comparou os parâmetros
bioquímicos da população antes e depois
da aplicação dos antioxidantes, concluindo que
eles mudaram muito, na direção do que os americanos
chamam de successfull aging (envelhecimento com sucesso). O
estudo da biomédica se centrou nos neutrófilos,
células que combatem organismos invasores. Quando são
desafiadas, essas células produzem radicais livres e
no idoso essa produção é bastante exacerbada.
Com a aplicação dos antioxidantes, o poder do
neutrófilo de fagocitar a célula invasora aumenta
sem que haja o crescimento da produção de radicais
livres.
O mesmo assunto foi tema do doutorado, concluído em 2000,
e agora Sandra estuda a estrutura molecular do neutrófilo,
o que provavelmente se transformará na tese de pós-doutorado
que pretende desenvolver.
A atividade multiprofissional produziu bons resultados para
a população da região. Virgínia
aposentou-se no IQ e montou laboratório na disciplina
de Geriatria da Unifesp, dentro do Centro de Estudos do Envelhecimento
que foi criado. O centro possui ambulatório e estuda
o idoso em vários âmbitos, incluindo fisiátricos,
de reabilitação e nutricional. 
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