s
últimas três décadas foram marcadas
por um expressivo avanço científico e tecnológico
na área das Ciências Biológicas e da
Saúde decorrente, principalmente, da expansão
do conhecimento em ciências básicas como Biologia
Celular e Molecular. Essa expansão repercutiu de
forma decisiva sobre outros domínios, a exemplo da
Imunobiologia, da Oncologia, da Biotecnologia, da Genética,
da Fisiologia, da Biologia dos Processos Patológicos,
do Biodiagnóstico, dentre outros.
A conseqüência imediata de todo esse movimento
de produção científica foi a geração
de novas abordagens no estudo de doenças, no esclarecimento
das relações patógeno-hospedeiro, na
avaliação das interações entre
homem, ambiente e saúde.
Desencadeou-se, portanto, uma reorientação
da pesquisa biomédica e de suas aplicações,
do ponto de vista |
do diagnóstico, do controle
e da prevenção de doenças, bem como,
das terapias disponíveis para tratamento.
A Biomedicina tem sofrido o impacto das transformações
oriundas do desenvolvimento de novos bioderivados e imunobiológicos,
de novos fármacos, de novos métodos de diagnóstico
e identificação de agentes patogênicos,
de produtos gerados pela biotecnologia e de novas terapias.
Por outro lado, o mercado de trabalho tornou-se mais sofisticado,
exigindo dos profissionais o desenvolvimento de competências
e habilidades que o capacitem à investigação
de problemas e formulação de respostas na
área da saúde.
A Associação Paulista de Biomedicina está
atenta à necessidade de mudança do perfil
profissional e tem atuado no sentido de oferecer à
categoria oportunidades de atualização e
|
aprimoramento. Entretanto, duas questões precisam
ser melhor articuladas. A primeira refere-se ao ainda
limitado número de associados. A segunda, à
indispensável aproximação das propostas
da APBM ao interesse de profissionais e estudantes.
Acreditamos que o equacionamento apropriado da segunda
questão deverá ter reflexos positivos sobre
a primeira, gerando entre associação e associados
um ciclo fértil e produtivo de estímulos
e respostas dirigidas ao aprimoramento profissional. Com
este propósito e contando com o apoio do CRBM-1,
a APBM faz circular nesta edição da Revista
do Biomédico uma pesquisa de interesses da categoria,
cuja análise das respostas deverá dirigir
as ações da associação no
próximo ano.
Esperamos poder contar com a manifestação
de todos. 
Clizete A. Sbravate Martins
é diretora científico-cultural da APBM.
|