voltar

Biotecnologia é “a era de ouro”,
diz Prêmio Nobel

Opinião é de Arthur Kornberg, Prêmio Nobel de Medicina de 1959.

engenharia genética e a biotecnologia estão dando aos cientistas uma “era de ouro” como oportunidade de atuação, segundo declarou Arthur Kornberg, Prêmio Nobel de Medicina em 1959. Presente ao BioMalásia 2002, evento realizado recentemente em Kuala Lumpur, Kornberg ressaltou que as últimas descobertas têm produzido profundos efeitos benéficos na medicina e agricultura.
Para ele, as pesquisas básicas da tecnologia são muito importantes e é preciso um forte apoio governamental, especialmente nos países em desenvolvimento. “As pesquisas direcionadas nessas nações”, disse, “raramente podem enfrentar com sucesso a competição global, mas as básicas podem transformar-se rapidamente em aplicações práticas”.
“A falta de apoio do governo”, destacou, “pode provocar uma debandada das melhores ‘cabeças’ da ciência para outros países onde há suporte institucional”.
Kornberg considera que há muitas vantagens em parcerias na área de biotecnologia, em que os cientistas poderiam envolver-se com os negócios e citou, como alternativas, ligações com indústrias farmacêuticas para descobrir produtos; trabalho na agricultura, para desenvolver alimentos de qualidade e investir na saúde animal; e o envolvimento num processo de intercâmbio entre a indústria e a área acadêmica. (CIB)
Mais detalhes: Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), www.cib.org.br
Especialistas apontam o Top 10
m estudo recentemente divulgado pela Universidade de Toronto, no Canadá, intitulado Top 10 Biotechnologies for Improving Global Health (Top 10 da biotecnologia para a melhoria da saúde global) estabeleceu as principais áreas do setor em ordem de importância. Do trabalho, em que participaram 28 importantes cientistas especializados em tecnologia genética e saúde, saiu um ranking do setor biotecnológico, com os dez setores mais promissores no que diz respeito à melhoria da saúde no mundo, particularmente nos países mais pobres. São elas:

Tecnologia molecular para diagnósticos mais simples e baratos de doenças infecciosas;

Tecnologia recombinante para o desenvolvimento de vacinas contra doenças infecciosas;

Tecnologia em prol do meio ambiente (incluindo limpeza da água e área sanitária);

Tecnologia da seqüência de genomas patogênicos para a compreensão de sua biologia e identificação de novos combates a microrganismos;

Proteção contra doenças sexualmente transmissíveis;

Bioinformática para identificar medicamentos e para examinar interações patógenos-hospedeiros;

Organismos geneticamente modificados para desenvolver nutrientes e combater deficiências específicas;

Tecnologia recombinante para o desenvolvimento de produtos terapêuticos mais baratos;

Combinações químicas para descoberta de drogas. (CIB)

Espaço aberto para artigos científicos
A Revista do Biomédico está a disposição dos profissionais inscritos no CRBM-1ª Região interessados na publicação de seus artigos científicos. Os trabalhos serão analisados pelo Corpo Editorial. A publicação dependerá da disponibilidade de espaço de cada edição. É obrigatória a inscrição do biomédico no Conselho.
Normas - Os originais deverão ser preparados em papel tamanho A4 (21 cm. x 29,7 cm), impressos em apenas um dos lados da folha e com espaço duplo. Precisam ser acompanhados de original em disquete Windows (Word ou Write). Os trabalhos terão de incluir: Título - não poderá exceder de 60 espaços (toques); Identificação - Nome do autor, inscrição no CRBM e instituição a qual pertence; Tópicos - o texto poderá ser dividido em Introdução, Material e Métodos, Resultados, Discussão, Conclusão e Referências Bibliográficas.
O material, com informação sobre local de trabalho do autor e endereço para correspondência deverá ser enviado para: Revista do Biomédico - CRBM - Av. Lacerda Franco 1073, Cambuci - São Paulo (SP) CEP 01536-000