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Ricardo Izar fiscalizará os recursos públicos
o começo de novembro a Prefeitura de São Paulo informou o cancelamento do pagamento da amortização da dívida com a União, referente à parcela de R$ 3,05 bilhões que vencia naquele mês. Em nota divulgada pela Secretaria Municipal de Finanças, a Prefeitura alegava que o não-pagamento da parcela ‘é a decisão que melhor atende aos interesses do Município’, já que o pagamento dos R$ 3,05 bilhões implicaria ‘em perda imediata’ do valor aos cofres públicos.
Essa decisão, além de desestabilizar as costuras em torno da renegociação da dívida pública, o que representa um custo financeiro maior para o País, também onera, e muito, a população de São Paulo. Pois conforme o acordo, se não fossem pagos 20% do total da dívida (ou R$ 3,05 bilhões de cerca de R$ 15 bilhões) os juros anuais da dívida passariam de 6% para 9%, o que implica num gasto a mais de R$ 300 milhões. Em outras palavras, a cidade de São Paulo arcará com mais essa parcela da dívida em detrimento aos precários serviços prestados a sua população.
Haja vista a situação da saúde na cidade. Mesmo após a extinção do Plano de Atendimento à Saúde (PAS) e a transição para o Sistema Único de Saúde (SUS), o setor continua em situação precária. Há demora no atendimento,

faltam médicos e remédios, prédios danificados e equipamentos sucateados, apesar de todo o empenho do secretário da Saúde Eduardo Jorge. Na periferia a espera no atendimento demora em média quatro horas e muitas vezes sem tratamento. Acredito que o não pagamento dessa amortização não beneficiará de imediato o atendimento médico na capital e a população não só pagará por mais essa parcela como também não verá melhora na rede municipal hospitalar.
Como deputado federal pelo Estado de São Paulo, tenho lutado por quatro mandatos no Congresso Nacional por melhorias na saúde pública, seja na destinação de verbas federais para as Santas Casas, hospitais e entidades assistenciais, beneficiando milhares de pessoas, como também denunciando desvios de recursos públicos no setor e exigindo das autoridades municipais competentes ações eficientes no atendimento médico e hospitalar das cidades, principalmente para população mais carente. Portanto, a fiscalização dos recursos públicos e a participação de toda a comunidade médica são ações fundamentais para o desenvolvimento do setor e a continuidade do nosso trabalho.”

Ricardo Izar

“Como deputado federal tenho lutado por melhorias na saúde pública, feito denúncias de desvios de recursos no setor e exigindo das autoridades competentes ações eficientes no atendimento médico e hospitalar.”

Ricardo Izar