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novo ano está nascendo e aumentam as expectativas com relação
ao futuro. No País e na profissão. Grandes desafios
surgem. O Brasil terá a partir de 1º de janeiro novos
dirigentes com a difícil missão de corresponder
à confiança do povo, depositada nas urnas. E a Biomedicina
supera etapas rumo ao seu futuro e amplia esperanças.
Todos sonham com reformas de grande alcance, capazes, em última
análise, de tornar o Estado brasileiro estruturalmente
menos deficitário, problema econômico número
um do País. Urge a reforma do sistema previdenciário,
que depende de consenso dos interessados governos, empresários,
trabalhadores, funcionários e aposentados. Assim, contar
com mudanças de efeito imediato é impossível.
Quanto à reforma tributária, pouco se pode esperar,
já que o sonho dos brasileiros em geral a redução
da carga de impostos é inviável no momento,
como mostrou o secretário da Receita Federal, Everardo
Maciel, ao afirmar que o que determina a carga tributária
de um país é o tamanho da despesa do setor público.
Ou seja: é preciso que a população fique
ciente dos limites das reformas pretendidas.
Na área da saúde há também grande
expectativa a respeito de soluções a serem apresentadas
pelos governantes. Desafios não faltam. Consolidar o Sistema
Único de Saúde (SUS) é um deles. Avançar
no controle dos planos privados é outro. Há necessidade
de assegurar à Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) mais condição para administrar os conflitos
de interesse entre as operadoras, os clientes, os prestadores
de serviço e o SUS. O que assusta são os relatórios
preliminares da equipe de transição, que detectaram
problemas graves e prevêem uma crise na saúde em
2003 a epidemia de dengue deverá se agravar a partir
de janeiro. Esse levantamento também mostra que a questão
do saneamento básico ainda é crítica e a
situação dos hospitais públicos do País
é bem pior do que parece.
Na Biomedicina, apesar das inúmeras dificuldades pelas
quais passam os profissionais da área, há confiança.
Bem estruturado, o Conselho Regional de Biomedicina irá
prosseguir sua luta com o objetivo de realizar seus projetos,
importantes para a categoria, entre os quais a conquista da |
criação de cargo e carreira
nas Forças Armadas, o registro de empresas do setor ao
sistema Simples de contribuição e outras que têm
sido alvo de preocupações dos biomédicos.
A confiança aumenta porque a Biomedicina passa a contar
a partir de janeiro com o apoio de legisladores recentemente eleitos
ou reeleitos, como no caso dos deputados federais Lobbe Neto,
Ricardo Izar e José Aristodemo Pinotti (ver nesta edição),
que sempre demonstraram preocupação com a saúde
pública e com os profissionais biomédicos. Certamente
irão procurar defender no Congresso os interesses da categoria.
Essa certeza é confirmada por manifestação
do biomédico e atual deputado estadual Lobbe Neto na Assembléia
Legislativa por ocasião do Dia do Biomédico. A
Biomedicina, curso que ajudei a regulamentar, ainda precisa ser
reconhecida em inúmeros setores da sociedade, como as Forças
Armadas, por exemplo.
Com o apoio político poderemos reduzir etapas, avançar
mais rapidamente na meta de dar uma nova estrutura para a profissão,
com o fortalecimento dos Conselhos Federal e Regionais, o incentivo
às associações nacional e estaduais, a criação
de confederações federal e estaduais e o fortalecimento
dos sindicatos.
Dessa forma, apesar de reconhecer que muitas deverão ser
as dificuldades a serem superadas por toda a sociedade brasileira,
e pelo profissional biomédico em particular, não
podemos deixar de ter confiança e de acreditar que a Biomedicina
tem amplas condições para caminhar a passos largos
rumo ao futuro.
O momento atual é ímpar. Aprendemos muito no passado,
ganhamos experiência administrativa e, plenamente alicerçados,
vamos atacar os principais pontos que possam beneficiar a Biomedicina,
agora aliados ao apoio político dos parlamentares que são
nossos representantes em Brasília. Sabemos do que necessitamos,
mas também que teremos o necessário respaldo no
Congresso Nacional o que nos enche de esperança
com relação ao futuro.

Marco Antonio Abrahão
é presidente do CRBM 1ª Região
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