Unesco está organizando uma rede de investigação
em Bioética para a América Latina e Caribe, que
será responsável pela implementação
de um sistema de informações sobre as implicações
do uso tecnológico nos diferentes campos da vida.
A proposta foi levada à discussão durante o 6º
Congresso Mundial de Bioética, realizado no início
de novembro, em Brasília. O anúncio foi feito pela
conselheira da Unesco, Alya Saada, da Tunísia.
Com a rede montada, a Unesco pretende desenvolver consciência
ética nas sociedades dos povos do hemisfério sul,
inicialmente por meio das universidades, onde vão indicar
que a bioética passe a integrar os currículos como
disciplina transversal.
Comitê brasileiro De acordo
com a conselheira, esse desenvolvimento de opinião e de
investigação que vem dos países do sul, com
raízes fincadas nas problemáticas próprias,
as questões indígenas, uma realidade tão
distinta da do Primeiro Mundo, poderá ser utilizado também
pelo mercado, mas em benefício das populações
e não somente da economia.
O fato de o Congresso Mundial da Bioética ter se
realizando no Brasil, país tão importante para a
América Latina e em breve com o Lula na presidência,
poderá apoiar este nosso esforço, considera.
O grupo universal da Unesco será formado por comitês
nacionais de bioética, e eu faço um apelo direto
ao presidente eleito para que crie o Comitê de Bioética
do Brasil., conclui Alya Saada.
Cientistas e políticos brasileiros já negociam com
a equipe de transição do novo governo a proposta
de criação da Comissão Nacional de Bioética
vinculada à Presidência da República, a exemplo
do que ocorre em países desenvolvidos. De acordo com o
presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, a comissão
poderia discutir temas políticos como aborto e clonagem,
com o objetivo de subsidiar projetos a serem enviados ao Congresso.
Também teria papel importante no debate sobre pesquisas
com células-tronco de embriões humanos. 
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