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Biomédico
identifica corpo
de Tim Lopes
Franklin
David Rumjanek
fez o exame de DNA
nos restos mortais do
jornalista assassinado.
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trabalho
de um biomédico se destacou no caso do jornalista Tim
Lopes, assassinado no dia 2 de junho quando investigava bailes
funk e tráfico de drogas na favela Vila Cruzeiro, no
Rio. Franklin David Rumjanek, professor titular do Departamento
de Bioquímica Médica da Universidade Federal
do Rio de Janeiro (UFRJ), foi quem identificou os restos mortais
do jornalista, a partir do estudo do DNA encontrado em um
fragmento de costela.
A história começou quando o Laboratório
Sonda, da UFRJ e sob a coordenação de Franklin,
foi solicitado para desenvolver um trabalho conjunto com o
Instituto Médico Legal (IML). Primeiro foi estudado
um fragmento de osso e amostras de sangue misturado com terra,
recolhidos por policiais em escavações num local
conhecido como Alto da Grota, uma espécie de cemitério
de vítimas dos traficantes. O resultado, porém,
foi negativo, diz o biomédico.
A polícia prosseguiu as escavações, já
sabendo que o corpo de Tim Lopes |
havia sido cortado em pedaços
e depois queimado, e encontrou material carbonizado, ao lado
da microcâmera, do relógio e do crucifixo que
o jornalista usava quando desapareceu. O material resumia-se
a um pedaço de costela com músculo ainda aderido.
A parte de trás do músculo estava menos degradada
e foi possível encontrar o DNA, comparado depois com
o da mãe e o do filho do jornalista. Chegamos
à conclusão de que a pessoa que gerou o fragmento
tinha de ser filho de Maria do Carmo e pai de Bruno. Foi um
duplo controle que não deixou margem para dúvidas,
explica Franklin.
Devido ao destaque que o caso ganhou em todo o Brasil, o trabalho
realizado pelo Laboratório Sonda teve muita repercussão.
Para nós foi muito bom no sentido de divulgar
o laboratório, explica Franklin, lembrando que
o Sonda foi criado com recursos próprios e não
dispõe de verba para publicidade. Quando acontece
um evento como esse, há uma divulgação
natural, constata.  |